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2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde discute os rumos do SUS

Conferência nacional consolida propostas construídas em etapas preparatórias realizadas em diferentes regiões do país

06.08.2026

Auditório lotado com adultos de diversas idades
Encontro na cidade do Rio de Janeiro, em 18 de julho. Já foram realizados onze encontros preparatórios, segundo a Frente pela Vida.

A 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde vai reunir, no Rio de Janeiro (RJ), trabalhadores, movimentos sociais e entidades da Saúde, para debater os desafios da Sistema Único de Saúde (SUS) e o futuro da Reforma Sanitária. A etapa nacional acontece 28 de agosto, na Associação Brasileira de Imprensa, e discutirá propostas apresentadas pelos encontros preparatórios, que estão sendo realizados em diversos locais. Posteriormente, vai indicar delegados para a 18ª Conferência Nacional de Saúde.

A conferência livre é uma iniciativa da Frente Pela Vida, formada por um colegiado de entidades da Saúde e movimentos sociais, durante a pandemia de covid-19, e busca ampliar a participação social na formulação de políticas públicas. Em 2022, a primeira edição da conferência lançou o documento “Saúde como Direito”, pressionando pelo financiamento do SUS, da assistência social, saneamento, segurança alimentar e moradia — diretamente associados à expectativa de vida — e por políticas públicas baseadas em evidências.

Pessoas de diversas reunidas com faixas em um auditório. Ao fundo, se lê: encontro preparatório
Encontro preparatório para a 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, em 4/8, em Brasília

Inscrito na Constituição de 1988, o direito à saúde no Brasil continua sendo motivo de disputa, explica o enfermeiro sanitarista Itamar Lages, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFP) e integrante da Frente pela Vida. “Há uma disputa entre o projeto constitucional, que considera a saúde um direito de todos e um dever do Estado, e setores privados que buscam captar recursos públicos e privados”, afirma.

 “Em um contexto de intensificação das desigualdades sociais, restrições fiscais e crescente pressão de interesses privados sobre o setor, é importante reafirmar o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público”, ressalta a convocatória da Frente pela Vida. Entre os temas em debate estão o financiamento do SUS, a valorização do trabalho em saúde, o fortalecimento da atenção à saúde, a produção nacional de insumos e medicamentos, os impactos das mudanças climáticas, a transformação digital e a defesa da democracia como condição para a garantia do direito à saúde.

O documento resultante da etapa nacional reunirá diretrizes construídas coletivamente e será apresentado como contribuição ao processo da 18ª Conferência Nacional de Saúde. A expectativa é fortalecer o debate sobre os rumos do SUS e ampliar a participação da sociedade na construção de políticas públicas voltadas à garantia do direito universal à saúde.

Fonte: Ascom/Cofen - Clara Fagundes

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