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4º CIETI promove debate sobre ética e cuidados paliativos

Representando o Cofen, James Franscico abordou em sua apresentação a importância da Enfermagem no cuidado ao paciente internado em UTIs

18.08.2026

A Associação Brasileira de Enfermagem em Terapia Intensiva (Abenti) realizou, na última sexta-feira (14/8), o 4º Congresso Internacional de Enfermagem em Terapia Intensiva, com a participação do primeiro-tesoureiro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), James Francisco.

Durante a palestra denominada Ética e obstinação terapêutica: limites do suporte tecnológico e critérios de adequação de cuidado, James abordou o uso da inteligência artificial em prontuários e a alta complexidade tecnológica na era digital.

Ele comentou sobre o uso de meios tecnológicos e as abordagens aplicadas na prática intensiva. Para ele, “a tecnologia é um meio de intervenção que sustenta as funções orgânicas vitais, nunca a finalidade do cuidado. Quando a intervenção não surte resultados concretos, o mais adequado é fazer uso de terapia para diminuir a dor e o sofrimento do paciente, dando-lhe conforto e dignidade”, explicou.

De acordo com James Francisco, a adequação do cuidado passa, necessariamente, por avaliar se a tecnologia disponível pode trazer benefício clínico, proporcionalidade e considerar os valores do paciente. “Nenhuma intervenção deve chegar ao leito sem passar pelas seis camadas da decisão ética: tecnologia, evidência, prognóstico, valores, proporcionalidade e objetivo. A Enfermagem é o sensor mais avançado da UTI para identificar a inadequação do cuidado”, afirmou.

Ele também destacou as resoluções e pareceres emitidos pelo Cofen que tratam do papel da Enfermagem nos cuidados paliativos e da qualidade da assistência voltada a garantir conforto e alívio do sofrimento de pacientes. Além disso, ele destacou as responsabilidades que incorrem ao profissional de Enfermagem seja na esfera administrativa, ética, civil ou penal.

Ele ainda enfatizou a necessidade de reavaliação do tratamento para verificar se o benefício é claro e se há melhora clínica evidente suficiente para manter o curso terapêutico. “Se a resposta do tratamento for limitada ou as medidas forem incompatíveis com os valores prévios do paciente, é fundamental rediscutir a rota com a equipe multidisciplinar para a adequação paliativa. A tecnologia pode manter um corpo funcionando, mas é exclusivamente o cuidado que preserva a pessoa”, concluiu.

Fonte: Ascom/Cofen

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